Delegação gaúcha destaca desafios climáticos e fortalecimento arquivístico na 2ª Conferência Nacional de Arquivos
Evento foi realizado em Brasília e abordou propostas sobre preservação, gestão documental e resposta a desastres
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O Arquivo Público do Rio Grande do Sul (Apers), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), participou, entre os dias 26 e 28 de maio, da etapa nacional da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (Cnarq). O evento ocorreu em Brasília e teve como tema “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”. O encontro reuniu representantes de todas as regiões do país.
O Rio Grande do Sul esteve presente com uma comitiva de 16 representantes, entre integrantes da sociedade civil e do poder público. O Arquivo Público esteve representado pela diretora Carla Segatto, delegada nata pela Rede de Arquivos Públicos Estaduais e do Distrito Federal, e pela historiadora Clarissa Sommer, representante eleita do Poder Executivo Estadual.
Nos debates, a delegação gaúcha priorizou temas estratégicos para o fortalecimento da Política Nacional de Arquivos. Um dos eixos centrais foi a necessidade de ampliar a integração entre gestão documental e transparência pública, buscando reforçar o papel dos arquivos como instrumentos fundamentais para a garantia de direitos e controle social. Também foram debatidas propostas para o aprimoramento da preservação de acervos físicos e digitais, com ênfase na sustentabilidade das políticas arquivísticas e na ampliação do acesso da população aos documentos públicos.
Porém, a pauta de destaque da participação gaúcha esteve relacionada aos eventos climáticos extremos. A delegação levou à Conferência a experiência recente do estado com enchentes, seus impactos sobre acervos documentais e defendeu a inclusão de medidas estruturadas de prevenção de riscos, elaboração de planos de contingência, preparação para emergências e protocolos de recuperação de acervos atingidos nas políticas nacionais.
“Os eventos climáticos extremos têm demonstrado, de forma cada vez mais evidente, como os acervos documentais estão vulneráveis aos acontecimentos. É fundamental que os órgãos públicos avancem na construção de políticas arquivísticas que incorporem a gestão de riscos, a preparação para emergências e estratégias de preservação, inclusive digital, pra garantir que a memória institucional e o acesso à informação não sejam comprometidos”, apontou a diretora da Apers, Carla Segatto.
Outro ponto abordado foi a defesa do fortalecimento institucional dos arquivos públicos, com ampliação de recursos, infraestrutura adequada e valorização dos profissionais da área. A delegação gaúcha também destacou a importância da articulação entre diferentes níveis de governo e da cooperação entre instituições para garantir maior eficiência na proteção do patrimônio documental.
Texto: Felipe Michalski, Ascom/SPGG