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SPGG participa de painel sobre inteligência artificial e políticas públicas no IA Unicórnio

Debate reuniu gestores públicos e especialistas para discutir o uso da IA na modernização da administração

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IA UNICÓRNIO
Evento debateu o uso ético da IA na modernização dos serviços públicos - Foto: Paloma Fleck/Ascom SPGG

O IA Unicórnio da Gestão - Fórum de Inteligência Artificial na Gestão Pública e Privada, reuniu, nesta quinta-feira (6/11), em Porto Alegre, representantes do poder público, da academia e do setor privado para discutir o papel da inteligência artificial (IA) na gestão pública e na formulação de políticas baseadas em dados. O evento abordou temas como governança digital, uso ético da IA e melhoria dos serviços públicos por meio de soluções tecnológicas.

O evento, realizado no Centro de Integração Empresa Escola (CIEE/RS), teve como temas de destaque a governança de dados, a regulação da inteligência artificial, o uso ético da tecnologia e os impactos na prestação de serviços públicos. A programação contou com painéis temáticos e apresentações de experiências desenvolvidas por diferentes órgãos e instituições.

Painel: Inteligência Artificial em Políticas Públicas

A Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) participou do painel “Inteligência Artificial e a Nova Gestão Pública”, que reuniu gestores e especialistas para apresentar experiências sobre o uso da IA na administração pública. O secretário-adjunto da SPGG, Bruno Silveira, destacou o papel da inovação e dos dados na transformação digital do Rio Grande do Sul, com iniciativas que aproximam o cidadão dos serviços públicos e aprimoram a gestão interna.

No painel, mediado pelo jornalista e gestor público Joel Maraschin, Bruno Silveira apresentou os avanços recentes da Nova Estratégia Digital do Governo do Estado, coordenada pela SPGG. A iniciativa organiza ações de transformação digital, governança de dados e integração de sistemas. Entre os projetos citados estão o novo portal rs.gov.br, com recomendação personalizada de serviços e a assistente digital GurIA, que utiliza IA generativa para facilitar o acesso a serviços públicos que auxilia o cidadão no acesso a serviços públicos e já registrou mais de 340 mil interações e cerca de 85 mil conversas com usuários entre junho e setembro de 2025. Os temas mais recorrentes entre os usuários da GurIA envolvem carteira de identidade, abertura de empresas, agendamentos e consultas relacionadas a serviços estaduais.

“A inteligência artificial está inserida em um processo mais amplo de transformação digital do Estado. Nosso compromisso é garantir que a tecnologia gere eficiência, simplifique processos e amplie o acesso da população aos serviços públicos”, afirmou Bruno.

O secretário - adjunto também destacou que a digitalização do governo deve caminhar junto com o fortalecimento da transparência e da segurança dos dados.
“A inovação só tem sentido se estiver alinhada à confiança do cidadão. O uso de IA na gestão pública precisa ser transparente, com critérios claros e sempre orientado ao interesse público”, observou.

Integração e desafios da adoção da IA no setor público

O painel contou também com a participação da presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, e da presidente da Procempa, Débora Roesler, que abordaram a importância da integração entre municípios, estado e União na adoção de tecnologias e destacaram o papel das prefeituras e das empresas públicas municipais na modernização dos serviços.

Adriane mencionou que os municípios vivem “um novo momento de aproximação com o estado e com o governo federal, buscando desburocratizar e simplificar a gestão local”, enquanto Débora apresentou experiências de automação desenvolvidas em Porto Alegre com uso de IA em serviços urbanos e de saúde.

Nas considerações finais, Bruno Silveira reforçou a importância de a gestão pública acompanhar as mudanças tecnológicas sem perder de vista sua função social.

“O papel do Estado é garantir que a inteligência artificial seja usada como ferramenta para aprimorar políticas públicas, reduzir desigualdades e tornar os serviços mais acessíveis. A tecnologia precisa servir à gestão e, principalmente, às pessoas”, concluiu.

Texto: Marcelo Bergter/Ascom SPGG

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