Tarso Genro participa de Seminário Internacional sobre a Corrupção
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Iniciou na manhã desta segunda-feira, 07, e segue até amanhã, o Seminário Internacional sobre Enfrentamento à Corrupção. A atividade é uma realização do Governo do Estado, Assembléia Legislativa e Ministério Público do RS, apoiada pela FDRH e Rede Escola de Governo, e está acontecendo no Auditório do MP. A atividade está sendo organizada pela Subchefia de Ética, Controle Público e Transparência, da Casa Civil.
Dividido em seis painéis, a programação foi aberta com Atuação em Rede no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, painel mediado pelo Procurador-Geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, e que contou com as participações da Dr. Salise Sanchotene, Juíza Federal; Ricardo Saadi, Diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídico Internacional da Secretaria Nacional da Justiça do Ministério da Justiça; e Raul Cervini, professor catedrático de Direito Penal no Uruguai. A mesa abordou os avanços e conquistas dos últimos anos no enfrentamento à corrupção, especialmente a partir de 2003, ano em que foi criada a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro - ENCCLA.
Os outros cinco eixos discutidos são:
O Controle Institucional e Social no Combate à Corrupção;
Democracia e Corrupção na Crise do Modelo Social Europeu;
As Instituições no Enfrentamento à Corrupção;
A Transparência e Opinião Pública como instrumento de combate à corrupção;
Combate à Corrupção no Estado Democrático de Direito
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Os diretores da FDRH estiveram presentes, entre os quais a Diretora de Desenvolvimento Institucional, Sandra Bitencourt, a Diretora Administrativo-Financeira, Astrid Schuster, e o Diretor de Educação e Formação, Cláudio dos Santos.
Durante a tarde, o governador Tarso Genro participou da conferência Democracia e Corrupção na Crise do Modelo Social Europeu.
Ao contextualizar o tema, o governador Tarso lembrou que, no caso brasileiro, a corrupção ganhou espaço a partir das reformas políticas iniciadas na década de 1970 com "privatizações selvagens". "Foram revogados diversos direitos sociais e reduzidas drasticamente as funções do Estado", considerou.
O governador também denominou como "simplificação perigosa" a atribuição dos casos de corrupção à coalização político-partidária. "Essa é uma visão simplista e sem nenhuma fundamentação, voltada contra a política e contra a democracia." O Chefe do Executivo acrescentou que "existem governos que encobrem e outros que revelam e combatem abertamente os casos de corrupção", afirmando que nunca houve um combate tão forte contra a corrupção como a protagonizada atualmente pelo poder público.
Texto: Daiane Evangelista/FDRH e Juliano Pilau/Palácio Piratini